Ensinamentos - Sonhos de decência
Nuga:
Cabe
dizer que sonhar é preciso, é parte da condição humana. Não há, portanto,
vergonha alguma em se ter ideais, mesmo que pareçam impossíveis. O que não se
pode é tornar-se só um sonhador.
Tampouco
é dado que se saia na busca desenfreada dos sonhos, a qualquer preço... Esse
tipo de busca resulta em detrimento de outrem, do semelhante — não importa aqui
se os outros estão a proceder da mesma forma.
A
busca desenfreada dos sonhos transforma o sonhador em lunático, indivíduo, segundo
Rex Stout¹, perigosamente desajustado no ambiente natural e sadio da sua
espécie, uma vez que a condição humana inclui, por exemplo, a capacidade de
afeição pessoal e a disposição para sufocar os impulsos egoístas e predatórios
com a corda da decência social, tecida pela formação de berço, pelo caráter,
untada pela determinação.
Não
basta, todavia, na busca dos sonhos, que se obedeça a ética, a decência social
que se pratica perante a sociedade; é necessário, antes, que se observe a
moral, isto é, a decência que praticamos perante o espelho, para nós mesmos.
Assim,
devemos aprender a disciplinar nossos sonhos, para que antes de tudo sejam precedidos
por sonhos de decência, que possam ser confessados com orgulho, sem vergonha, e sirvam de exemplo àqueles que nos sucederão.
Nonada:
¹ -


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