sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ensinamentos - Sonhos de decência












Ensinamentos - Sonhos de decência



Nuga:



Cabe dizer que sonhar é preciso, é parte da condição humana. Não há, portanto, vergonha alguma em se ter ideais, mesmo que pareçam impossíveis. O que não se pode é tornar-se só um sonhador.



Tampouco é dado que se saia na busca desenfreada dos sonhos, a qualquer preço... Esse tipo de busca resulta em detrimento de outrem, do semelhante — não importa aqui se os outros estão a proceder da mesma forma.



A busca desenfreada dos sonhos transforma o sonhador em lunático, indivíduo, segundo Rex Stout¹, perigosamente desajustado no ambiente natural e sadio da sua espécie, uma vez que a condição humana inclui, por exemplo, a capacidade de afeição pessoal e a disposição para sufocar os impulsos egoístas e predatórios com a corda da decência social, tecida pela formação de berço, pelo caráter, untada pela determinação.



Não basta, todavia, na busca dos sonhos, que se obedeça a ética, a decência social que se pratica perante a sociedade; é necessário, antes, que se observe a moral, isto é, a decência que praticamos perante o espelho, para nós mesmos.



Assim, devemos aprender a disciplinar nossos sonhos, para que antes de tudo sejam precedidos por sonhos de decência, que possam ser confessados com orgulho, sem vergonha, e sirvam de exemplo àqueles que nos sucederão.





Nonada:

                                               ¹ -



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